Protagonismo: valorizamos interesse dos estudantes

 

Um estudante do infantil amava carros. Falava sobre eles com paixão. Como em todo processo dentro da Lumiar, procuramos entender o motivo do interesse. Seria o design? Ou quem sabe o barulho? Ou simplesmente por ser um meio de transporte? Ao conversar com a criança, descobrimos que o real motivo era outro: o pai trabalhava com carros. Logo, o interesse era o pai. Na Lumiar, como valorizamos o protagonismo do estudante, todo momento é uma oportunidade para explorar assuntos que fazem brilhar os olhos dos pequenos. Assim nascem os projetos que as crianças trabalham – do real interesse delas por algo. 

 

 

Quando dizemos que todo momento é uma oportunidade, é porque é literalmente isso. Uma hora ou outra, o estudante vai falar sobre o que lhe interessa. “Uma forma é observar o que elas falam na hora do almoço, na hora do lanche. Do que elas estão brincando”, diz Graziela Miê, diretora da Lumiar em Santo Antônio do Pinhal. 

Ferramentas como a leitura de mundo também ajudam a aumentar as referências das crianças e possibilitam ao tutor perceber o que, de fato, está chamando a atenção delas. Em algumas situações, é papel dos tutores e mestres instigar as crianças para falar sobre as suas preferências. Ou seja, perguntar sobre o que gostam e, a partir da resposta, mapear o real interesse – como foi o caso do menino que amava carros, mas, na verdade, interessava-se mesmo era pelo pai. 

A partir desse diagnóstico, a primeira proposta foi realizar uma série de leituras de mundo que abordavam a família. Posteriormente, foi desenvolvido um projeto cujo produto final foi o “Livro sobre mim”. A obra traz um pouco sobre a identidade de cada criança, fotos da família, da casa etc. Nos encontros, cada criança contou um pouco sobre a dinâmica familiar e sobre a própria residência: onde estava localizada, qual cômodo que mais gostava, entre outros relatos. 

 

Protagonismo: escolhas e necessidade de aprendizagem

Unir os interesses dos estudantes à necessidade de aprendizagem – essa é a tarefa dos tutores no momento de definir os temas de projetos, módulos e oficinas. Se, por um lado, os estudantes de fato participam na montagem do cronograma de atividades, por outro, os educadores são responsáveis por construir uma sequência de exploração que permita a aquisição de competência e habilidades importantes para aquela etapa de ensino. 

“A gente nem pode deixar os interesses de lado e pensar só no que é necessário, nem só usar só o que trazem como interesse e não considerar o repertório daquilo que eles precisam desenvolver”, explica Graziela.

Érico Soares e Flora, estudante do F2 na Lumiar São Paulo, lembra da diferença para métodos tradicionais de ensino. “O poder de escolha faz diferença. Em uma escola tradicional, você quer aprender sobre macacos. Mas daí não tem aula sobre macacos e você precisa pesquisar fora da sala. Aqui, se a maioria quiser e achar legal, a gente aprende sobre macacos e, ao mesmo tempo, assimila os outros conteúdos necessários”, diz. 

Ou seja: se estudantes têm interesse sobre macacos, o tutor e mestre podem preparar um conteúdo sobre o animal, também pensando em quais habilidades precisam ser desenvolvidas. Nesse contexto, podem trabalhar conhecimentos relevantes, a depender da idade e do momento das crianças. A aula, por exemplo, pode ser mais voltada à ciência, falando sobre o sistema digestório dos mamíferos. Ou sobre filosofia, falando da semelhança entre macacos e humanos e a teoria da evolução. Conteúdos que trabalham o desenvolvimento de habilidades como pensamento crítico e raciocínio lógico.

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